sexta-feira, 27 de julho de 2012

Polícia diz que sabe como foi ataque à UPP no Rio e descarta reconstituição (Postado por Lucas Pinheiro)

A Polícia Civil afirmou que já sabe como aconteceu o atentado à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Nova Brasília, no Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, na última segunda-feira (23). Uma policial militar foi morta no ataque.

Numa reunião com peritos, o titular da Divisão de Homicídios (DH), Rivaldo Barbosa, responsável pelas investigações, decidiu que não há necessidade de fazer uma reconstituição da morte da policial Fabiana de Souza. O delegado disse que já tem todos os detalhes de como aconteceu o assassinato, como informou o Bom Dia Rio.

Segundo os agentes, o criminoso que disparou contra Fabiana estava posicionado na parte baixa da rua onde fica a antiga base da UPP.

Na Estrada do Itararé, principal via de acesso ao Conjunto de Favelas do Alemão, carros da PM patrulhavam as esquinas na quinta-feira (26). Em toda região, lajes e varandas foram revistadas.

Policiais vão de casa em casa, em busca de traficantes, armas e drogas na área próxima à sede da UPP que foi alvo dos criminosos.

Traficante preso
Um dos acusados se entregou à polícia, mas negou participação no atentado. Régis Eduardo Batista, de 24 anos, conhecido como RG, tem quase 30 mandados de prisão por homicídio, roubo e tráfico. Ele também teria envolvimento no tiroteio que derrubou um helicóptero da PM no morro dos Macacos, em 2009.

“Nossos policiais já estão em campo, mas a gente acredita que a prisão do Régis nos ajudará bastante de toda dinâmica do evento e vai fazer com que a Polícia Civil dê a resposta necessária, suficiente para o fato acontecido”, disse Barbosa.

Outros três suspeitos continuam foragidos: Ilan Sales, o Capoeira, Alan Montenegro, o Da Lua, e
Fernando Batista, o Alemão.

Desde segunda-feira, mais de 20 pessoas já foram detidas em operações para localizar os autores dos tiros.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Presos cinco suspeitos de participar do ataque à UPP no Alemão (Postado por Lucas Pinheiro)

Depois do ataque de criminosos à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Nova Brasília, no Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, com a morte de uma policial militar, a Secretaria de Segurança Pública intensificou as operações na comunidade. Até a amnhã desta quarta-feira (25), cinco suspeitos de participar dos ataques haviam sido presos, segundo informações do Bom Dia Rio. A polícia apreendeu armas e drogas.

As buscas pelos criminosos não pararam. No começo da noite de terça-feira (24), PMs prenderam Marcelos Reis, conhecido como Marcelinho da Cidade de Deus. De acordo com a polícia, o suspeito apresentou uma identidade falsa no momento da prisão. Na casa onde ele estava também foram apreendidas drogas.

A polícia diz que existem dois mandados de prisão por homicídio e um por tráfico de drogas contra Marcelo. Na delegacia ele negou todas as acusações. O delegado Reginaldo Guilherme investiga se ele participou do ataque à UPP.

Ainda de acordo com a polícia, um menor foi apreendido e outros três homens foram presos, suspeitos de envolvimento no tiroteio de segunda-feira (23) à noite, no Alemão.

A UPP de Nova Brasília foi inaugurada no início de julho. No Conjunto de Favelas do Alemão funcionam mais duas unidades: da Fazendinha e do Alemão. Outra nos morros do Adeus e da Baiana e duas no Conjunto de Favelas da Penha.

Todas as ações de resistência de criminosos serão combatidas sem trégua. O policiamento continua reforçado no Alemão. Os homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) vão ficar na região por tempo indeterminado. Durante a madrugada, PMs ficaram posicionados em pontos estratégicos e fazendo rondas para encontrar os criminosos responsáveis pelos ataques.

Várias patrulhas circulam pela Estrada do Itararé, no entorno da comunidade. Motociclistas foram abordados em blitz. Mas não houve registro de confrontos.

Enterro em Valença
O corpo da soldado Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos, morta durante um ataque de criminosos à UPP, será enterrado às 9h desta quarta, no Cemitério do Riachuelo, no município de Valença, no Sul Fluminense.

Fabiana foi baleada no peito durante um tiroteio na noite de segunda-feira. Ela foi socorrida pelos colegas e chegou a ser levada para um posto médico dentro da própria comunidade. A soldado, que estava na polícia havia pouco mais de um ano, era solteira e não tinha filhos.

Um cinegrafista amador registrou o momento da troca de tiros. Nas imagens, é possível ouvir o barulhos dos disparos.

Após o ataque, o Batalhão de Operações Especiais (Bope), que faz buscas aos criminosos nesta terça-feira (24), informou que vai patrulhar a região por tempo indeterminado.

O policiamento foi reforçado em todo o entorno do Alemão, na manhã desta terça. Circulam pelas principais vias da região patrulhas do 16º BPM (Olaria) e do 22º BPM (Maré). No interior da favela, homens do Bope vasculham ruas e becos atrás dos criminosos. Foram apreendidos um colete à prova de balas, cocaína, maconha e um artefato explosivo.

Seabra disse que não pretende aumentar o efetivo na UPP, que hoje tem 240 policiais. Segundo ele, os mais de 1.200 homens de todas as UPPs são mais que suficientes para o trabalho que têm de executar.

Tiroteio intenso
O tiroteio que terminou com a morte da soldado Fabiana durou entre 30 a 40 minutos, de acordo com os policiais da região. Na fachada da UPP Nova Brasília é possível contar mais de dez marcas de bala. A patrulha estacionada na porta do prédio teve os vidros das janelas e o para-brisa traseiro destruídos por tiros.

Moradores assustados, contam, sem se identificar, que a noite de segunda-feira foi bastante tensa. O confronto, segundo policiais da UPP, começou por volta das 20h30, quando equipes em patrulhamento abordaram um grupo de cinco a seis homens na localidade conhecida como Pedra do Sapo, no Morro do Alemão. Os suspeitos trocaram tiros com os policiais. Um PM ficou ferido.

Meia hora depois, em outro tiroteio, os criminosos atacaram a UPP de Nova Brasília, matando a soldado Fabiana. A policial estava numa base (container) desativada, que ficava na Rua da Assembleia, em frente ao número 72. Segundo outros PMs, ela atravessava a rua para ir à padaria em frente, quando foi supreendia pelos criminosos.

Ocupação do Alemão
O conjunto de favelas do Alemão foi ocupado pelas Forças de Pacificação em novembro de 2010 e provocou uma fuga em massa de traficantes. Em setembro do ano passado, houve o primeiro grande ataque dos criminosos. Disparos foram feitos de pontos diferentes da comunidade, ao mesmo tempo. O policiamento precisou ser reforçado. Na época, o Exército divulgou um vídeo que mostrava a venda de drogas na Vila Cruzeiro.

O Exército saiu da região no início deste mês e deixou a segurança sob responsabilidade da Polícia Militar. No Alemão, já estão instaladas as unidades do Adeus e da Baiana, da Fazendinha e Nova Brasília. Essas duas últimas ganharam sede definitiva há quinze dias. Na Penha, já funcionam as UPPs da Chatuba e dos morros da Fé e Sereno.

Apesar da instalação das seis UPPs, os ataques dos traficantes não cessaram. Em junho, criminosos atiraram contra a UPP de Nova Brasília. Na semana passada, duas equipes de PMs foram atacadas na Fazendinha. Em um dos ataques, bandidos lançaram uma granada de fabricação caseira contra um carro da polícia. Ninguém ficou ferido.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Coletes usados nas UPPs não seguram tiro de fuzil, diz coronel (Postado por Lucas Pinheiro)

O coordenador das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), coronel Rogério Seabra, disse, na manhã desta terça-feira (24), que os coletes à prova de balas usados nas unidades não seguram tiro de fuzil. Segundo ele, os policiais das UPPs usam equipamentos adequados para ações cotidianas. A soldado Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos, morta com um tiro no peito durante um ataque à UPP de Nova Brasília, no conjunto de favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, na noite de segunda-feira (23), estava usando colete.

O policiamento foi reforçado em todo o entorno do Conjunto de Favelas do Alemão, na manhã desta terça. A todo instante circulam pelas principais vias da região patrulhas do 16º BPM (Olaria) e do 22º BPM (Maré). No interior da favela, homens do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) vasculham ruas e becos atrás dos criminosos.

"O colete empregado nas unidades de pacificação são adequados para ações cotidianas. O colete para fuzil é utilizado e operações táticas, como fazem o Batalhão de Operações Especiais, por exemplo. Como em qualquer outro quartel, a policial estava usando um equipamento adequado para o tipo de serviço que exerce. As atividades de uma UPP são mais amplas, de proximidade com a comunidade e não somente de confronto", disse Seabra.

O coronel afirmou ainda que a policial foi atingida quando trabalhava na área do seu posto normal de trabalho. Ele negou que ela estivesse pedindo reforços naquele momento. Desde a noite de segunda-feira, quando houve o ataque, o policiamento em todo o conjunto foi reforçado por homens do Batalhão de Choque e do Bope, que procuram pelos criminosos que mataram a policial. Mas o oficial nega que ocorram mudanças no trabalho das UPPs daqui em diante.

"Agora estamos ampliando as ações de busca, apuração e investigação. Mas nosso processo de trabalho é buscar cada vez mais proximidade com a comunidade. Trabalhamos em defesa da cidadania e da sociedade. Ações criminosas desse tipo não se combatem com mais armamento, mas com investigação e com a proximidade com a população. Os moradores também estão indignados com o que aconteceu e poderão ajudar a polícia com informações que levem aos criminosos, seja pessoalmente ou pelo Disque-Denúncia", enfatizou o coronel.

Em novembro do ano passado, o cinegrafista da TV Bandeirantes Gelson Domingos morreu durante uma operação contra o tráfico de drogas na Favela de Antares, em Santa Cruz, na Zona Oeste, também usando um colete à prova de balas.

Homenagem
Seabra disse que não pretende aumentar o efetivo na UPP, que hoje tem 240 policiais. Segundo ele, os mais de 1.200 homens de todas as UPPs são mais que suficientes para o trabalho que têm de executar.

Ele aproveitou para prestar uma homenagem à soldado morta, falando da importância da presença feminina nas UPPs.

"Presto minha homenagem e agradeço o empenho e a importância do trabalho das policiais femininas, que representam 9% dos policiais da PM e 11% do efetivo das UPPs. O trabalho da soldado Fabiana não foi em vão. Vamos continuar trabalhando para levar cidadania e segurança às pessoas da comunidade", disse Seabra.

Tiroteio intenso
O tiroteio que terminou com a morte da soldado Fabiana durou entre 30 a 40 minutos, de acordo com os policiais da região.

Moradores assustados, contam, sem se identificar, que a noite de segunda-feira foi bastante tensa. O confronto, segundo policiais da UPP, começou por volta das 20h30, quando equipes em patrulhamento abordaram um grupo de cinco a seis homens na localidade conhecida como Pedra do Sapo. Os suspeitos trocaram tiros com os policiais. Um PM ficou ferido.

Meia hora depois, em outro tiroteio. Os criminosos atacaram a UPP de Nova Brasília, matando a soldado Fabiana. Ela foi socorrida pelos próprios colegas e chegou a ser levada para um posto médico dentro da própria comunidade. A soldado, que estava na polícia havia pouco mais de um ano, era solteira e não tinha filhos. A família dela mora em Valença, no interior do estado.

Ocupação do Alemão
O conjunto de favelas do Alemão foi ocupado pelas Forças de Pacificação em novembro de 2010 e provocou uma fuga em massa de traficantes. O Exército saiu da região no início deste mês e deixou a segurança sob responsabilidade da Polícia Militar. Até o momento, seis UPPs foram inauguradas nos complexos da Penha e do Alemão.

Em todo o Rio, já são 25 UPPs, beneficiando mais de 140 comunidades. Mais de 5,5 mil policiais estão nas áreas pacificadas.

O coronel afirmou ainda que a policial foi atingida quando trabalhava na área do seu posto normal de trabalho. Ele negou que ela estivesse pedindo reforços naquele momento. Desde a noite de segunda-feira, quando houve o ataque, o policiamento em todo o conjunto foi reforçado por homens do Batalhão de Choque e do Bope, que procuram pelos criminosos que mataram a policial. Mas o oficial nega que ocorram mudanças no trabalho das UPPs daqui em diante.

"Agora estamos ampliando as ações de busca, apuração e investigação. Mas nosso processo de trabalho é buscar cada vez mais proximidade com a comunidade. Trabalhamos em defesa da cidadania e da sociedade. Ações criminosas desse tipo não se combatem com mais armamento, mas com investigação e com a proximidade com a população. Os moradores também estão indignados com o que aconteceu e poderão ajudar a polícia com informações que levem aos criminosos, seja pessoalmente ou pelo Disque-Denúncia", enfatizou o coronel.

Em novembro do ano passado, o cinegrafista da TV Bandeirantes Gelson Domingos morreu durante uma operação contra o tráfico de drogas na Favela de Antares, em Santa Cruz, na Zona Oeste, também usando um colete à prova de balas.

Homenagem
Seabra disse que não pretende aumentar o efetivo na UPP, que hoje tem 240 policiais. Segundo ele, os mais de 1.200 homens de todas as UPPs são mais que suficientes para o trabalho que têm de executar.

Ele aproveitou para prestar uma homenagem à soldado morta, falando da importância da presença feminina nas UPPs.

"Presto minha homenagem e agradeço o empenho e a importância do trabalho das policiais femininas, que representam 9% dos policiais da PM e 11% do efetivo das UPPs. O trabalho da soldado Fabiana não foi em vão. Vamos continuar trabalhando para levar cidadania e segurança às pessoas da comunidade", disse Seabra.

Tiroteio intenso
O tiroteio que terminou com a morte da soldado Fabiana durou entre 30 a 40 minutos, de acordo com os policiais da região.

Moradores assustados, contam, sem se identificar, que a noite de segunda-feira foi bastante tensa. O confronto, segundo policiais da UPP, começou por volta das 20h30, quando equipes em patrulhamento abordaram um grupo de cinco a seis homens na localidade conhecida como Pedra do Sapo. Os suspeitos trocaram tiros com os policiais. Um PM ficou ferido.

Meia hora depois, em outro tiroteio. Os criminosos atacaram a UPP de Nova Brasília, matando a soldado Fabiana. Ela foi socorrida pelos próprios colegas e chegou a ser levada para um posto médico dentro da própria comunidade. A soldado, que estava na polícia havia pouco mais de um ano, era solteira e não tinha filhos. A família dela mora em Valença, no interior do estado.

Ocupação do Alemão
O conjunto de favelas do Alemão foi ocupado pelas Forças de Pacificação em novembro de 2010 e provocou uma fuga em massa de traficantes. O Exército saiu da região no início deste mês e deixou a segurança sob responsabilidade da Polícia Militar. Até o momento, seis UPPs foram inauguradas nos complexos da Penha e do Alemão.

Em todo o Rio, já são 25 UPPs, beneficiando mais de 140 comunidades. Mais de 5,5 mil policiais estão nas áreas pacificadas.